quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nova etiqueta sexual?




Tudo muda com o tempo e com o sexo nao é diferente. Sexo é algo que todo mundo (ou pelo menos a maior parte das pessoas) um dia vai aprender a fazer. Volta e meia, porém, os códigos de comportamento nesse assunto passam a seguir novos modismos. Fizemos uma listinha do que está em alta em 2010. Confira.






SEX SHOP: PARADA OBRIGATÓRIA
Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Mercado Erótico (Abeme), as sex shops crescem 13% ao ano. Parece que o que era tabu agora virou moda. Para Fernanda Pauliv, consultora e palestrante de artes sensuais e técnicas sexuais, isso se deve muito ao fato da mulher estar mais bem resolvida com a sua sexualidade e se permitir’ ousar em busca do prazer.
“Além disso, as lojas, percebendo essa tendência, mudaram também seus layouts e sua forma de atendimento. Hoje se vêem muitas lojas bonitas, bem iluminadas, com vitrines atrativas e modernas, que oferecem um atendimento especializado e discreto”, comenta a consultora, que também é sócio-diretora do Joanah Pink Centro Integrado da Mulher, em Curitiba (PR). Que o diga Ana Maria Faro, umas donas da butique erótica paulistana Revelateurs. “Tudo depende da sex shop. Na nossa loja, as mulheres e os casais entram e ficam de uma maneira muito confortável e tranquila. Perguntam, tiram dúvidas e compram tranquilamente”, conta. “Já as pessoas tímidas ou que ainda não se sentem seguras para entrar numa sex shop têm ainda a opção de comprar pela internet. O mercado virtual também se encontra em franco crescimento”, destaca Maria Luiza Cruvinel Moretti, sexóloga, psicóloga e terapeuta de casal e família de São Paulo.

CURSOS DE ARTES SENSUAIS: PERCA A VERGONHA
Hoje em dia, maneiras de se especializar nas artes eróticas não faltam. Há cursos para aprender (ou aprimorar) as técnicas de strip-tease, massagem sensual, dança do colo, pompoarismo e até sexo oral. Cada vez mais as “salas de aula” estão lotadas. “Para mim, é uma forma de conhecer novas técnicas de dar e receber prazer, de inovar, de mudar a rotina dos relacionamentos de uma forma divertida e, ao mesmo tempo, muito discreta, já que é um grupo de pessoas desconhecidas que não sabem absolutamente nada de sua vida”, opina a empresária Ana Maria Faro.
Para a professora de artes sensuais Fernanda Pauliv, é importante que antes de frequentar palestras desse tipo a mulher se informe bem quem é que vai ministrar, qual é a experiência da pessoa na área e de preferência ir por indicação de quem já conhece. “Digo isso porque esta é uma temática que mexe com intimidade da mulher num nível muito profundo. Uma palestrante que não tenha isso em mente pode acabar com a autoestima e a autoconfiança de alguém. O ideal é que haja profissionalismo, respeito, bom gosto e muita leveza, tendo em vista que na platéia poderão existir mulheres de várias idades, diferentes histórias de vida e em momentos diferentes do relacionamento.”
Vale ressaltar, ainda que muitos homens já perceberam as mudanças de comportamento feminino e estão dispostos a enfrentar a "sala de aula" para se tornarem melhores amantes de suas companheiras, seja aprimorando suas técnicas sexuais (massagem, sexo oral, etc.) ou aprendendo dicas de como utilizar produtos e acessórios. Mesmo aqueles que acham que não tem nada a aprender, sempre acabam descobrindo um truquezinho novo!
VIBRADOR: VOCÊ AINDA VAI USAR UM
Graças às protagonistas liberais da séria norte-americana Sex and the City, é cada vez maior o número de mulheres que usa vibradores. Estão mais interessadas em conhecer as novidades, as novas tecnologias. “A grande maioria usa como uma forma de descobrir novas formas de prazer. E isso pode ser a dois ou sozinha”, diz Ana Maria Faro, da Revelateurs. Os modelos mais comprados são os que têm formas diferentes – principalmente de bichinhos fofos, como coelhinhos e golfinhos, e que estimulam mais de um ponto, por exemplo, os que possuem estimulador clitoriano. Segundo os especialistas, os homens também têm deixado de encarar o brinquedo como um “rival” ou “substituto” e encontrado maneiras de utilizá-lo para proporcionar novas sensações às parceiras.
CHÁ DE LINGERIE: MAIS MODERNO (E ÚTIL) QUE O CHÁ-BAR
Esqueça jogos de fondue, copos coloridos, kits para vinhos e outros artigos parecidos. Em vez de planejar um chá-bar com os amigos para equipar a casa, as moças casadoiras modernas querem mais é montar uma bela coleção de peças íntimas para curtir cada noite da lua-de-mel com modelos ousados e diferentes.
No casamento, já se ganha muita coisa e o foco é a casa. No chá de lingerie, o objetivo é agradar o casal. Como o estilo pin-up e a renda estão na moda, vale a pena incrementar o closet erótico com corsets, ligas, meias 7/8, camisolas de seda. “Aquela chatice do passado, em que a noiva ganhava objetos para cozinha e saía pintada, descabelada e muitas vezes até sem roupa, não faz mais a cabeça dessa nova mulher. Graças a Deus!”, brinca Fernanda Pauliv.
VOYEURISMO E EXIBICIONISMO: PECADOS MORTAIS
Em tempos de internet, todo cuidado é pouco. Gravar com filmadora ou celular aquela transa selvagem pode parecer a ideia mais incrível de todos os tempos durante o auge da excitação. Depois, pode virar uma dor de cabeça e tanto. A mídia volta e meia propaga notícias de cenas de sexo real (até entre adolescentes) que foram parar no YouTube ou em sites de relacionamento. Na dúvida, é bom controlar os impulsos.
“Após um rompimento complicado, esse material vira uma arma na mão de quem está ferido e com muita raiva”, alerta Adriana Grannah. “Na dúvida, curta as fantasias já existentes no mercado, como os filmes para adultos ou as prateleiras da sex shop.”

Fonte: Heloisa Noronha para UOL