quarta-feira, 23 de maio de 2012

Manchas na pele da mulher são mais comuns após os 30 anos

Usar protetor solar e peelings ajudam a controlar o problema


Ter uma pele bonita e saudável é um cuidado que cada vez mais faz parte da vida do sexo feminino. Por causa disso, a aparição de manchas na pele se torna um problema. Com o passar do tempo, dois tipos de manchas atingem às mulheres ao redor dos 30 anos:

As "pintinhas de sol", cujo nome médico é melanoses solares, que são pequenos pontos acastanhados escuros, frutos não só do hiperfuncionamento dos melanócitos, os quais passam a produzir mais melaninas, como também de uma hiperproliferação destas células. Estas são resultados das queimaduras solares, principalmente por conta da radiação UVB;

As "manchas de gravidez", corretamente chamadas de melasma que se deve a um aumento irregular da pigmentação da pele, ocasionado principalmente pela ação contínua e diária tanto do UVB, mas também, do UVA, que estimula o melanócito propenso, seja pela genética, seja por outras condições, principalmente a gravidez e uso de anticoncepcional hormonal, levando a um aumento da produção de melanina. 
Como saber se já está acontecendo com você

Em ambas as manchas, o seu surgimento já pode ser visto logo nos primeiros momentos. No caso das melanoses solares, percebem-se o aparecimento de pequenas pintinhas, do tamanho da cabeça de um alfinete, espalhadas pela face. No caso do melasma, a macha é bem mais extensa, de tom acastanhado, a qual faz com que a sua portadora a confunda com bronzeado, e a área da pele normal, que tem um tom mais claro, seja assumido como uma área que tem "uma mancha branca".

Uma coisa bem interessante é que, muitas vezes, as amigas das portadoras das manchas dizem que, quando estão na balada em baixo da luz roxa (luz de argônio), aparecem pontinhos e áreas de sombras na face da amiga, já que essa luz é semelhante ao que o dermatologista usa para diagnosticar estas lesões (lâmpada de Wood), bem como realçar aquelas que nem são perceptíveis a olho nu. 
No caso das melanoses solares, percebem-se o aparecimento de pequenas pintinhas, do tamanho da cabeça de um alfinete, espalhadas pela face
Como prevenir

Sempre usar protetor solar continua sendo a melhor maneira de se proteger. Porém, cremes comerciais (OTC ou cosméticos) que tenham vitamina C, vitamina E, ácido kójico, ácido fítico, coffeberry, niacinamida, hidroquinona, retinol palmitato, retinaldeído, arbutin, entre outros, são bons aliados não só para prevenirem o seu aparecimento, mas também, para atenuarem as que já estão estabelecidas. Porém, o ideal é sempre fazer um acompanhamento dermatológico para a escolha do melhor produto que aborde a questão. 
Como tratar

No caso das melanoses solares, atualmente, a melhor técnica usada é a luz intensa pulsada. Existem várias máquinas no mercado, com vários comprimentos de onda, seja para as manchas mais superficiais (540nm), como as mais profundas (570nm). O número de sessões depende de pessoa para pessoa, além de estar diretamente relacionado ao número e intensidade das lesões. Pessoas mais morenas ou bronzeadas não podem fazer o procedimento, por risco de queimar a pele. Incômodo kjkjNo caso do melasma, o uso dos velhos e bons peelings superficiais ainda são o que há de melhor, sempre complementados pelo uso diário e noturno de ácido retinóico. Os peelings de ácido retinóico ou de alfa-hidroxiácidos são os mais indicados, os quais são necessários de duas a quatro sessões, com o intervalo de sete a 15 dias.  
Estes tratamentos podem ser feitos por qualquer pessoa, porém o ideal é não realiza-los na paciente que não conseguirá se proteger da exposição solar nos dias subseqüentes ao procedimento. A manutenção é diária, com o uso de substâncias despigmentantes e de fotoprotetores, embora seja possível fazer uma manutenção trimestral com uma nova sessão do peeling; em casos mais intensos. O peeling pode ser complementado com uma sessão de laser fracionado de CO2 ou Erbium.